Eu tinha me esquecido de como é divertido ler Rousseau.
A gente descobre, por exemplo, que os cavalos sentem repugnância de pisar em um ser vivo.
Antes que a gente se recupere, somos informados de que a repugnância se deve à piedade natural, responsável também por evitar que os humanos sejam monstros.
Então, trocando em miúdos: os cavalos não pisam em seres vivos porque sentem repugnância em fazê-lo, e o sentem porque são naturalmente piedosos. Sem a piedade natural, os animais seriam animais, mas os humanos seriam monstros.
Mas não se preocupe. Tirando os delírios, o que fica é genial. :-))
E viva o liberalismo!
Sunday, September 10, 2006
Saturday, September 09, 2006
Delírios de Rousseau (2): Vacas piedosas
Já dizia Rousseau, sobre a piedade natural:
Um animal não passa sem inquietação ao lado de um animal morto de sua espécie; há até alguns que lhes dão uma espécie de sepultura, e os mugidos tristes do gado entrando no matadouro exprimem a impressão que tem do horrível espetáculo que o impressiona. (Segundo Discurso, parte 1)
Acho que as vacas do século XVIII não sentiam medo.
Um animal não passa sem inquietação ao lado de um animal morto de sua espécie; há até alguns que lhes dão uma espécie de sepultura, e os mugidos tristes do gado entrando no matadouro exprimem a impressão que tem do horrível espetáculo que o impressiona. (Segundo Discurso, parte 1)
Acho que as vacas do século XVIII não sentiam medo.
Monday, September 04, 2006
Declaração de Bolonha
Sabe o Tratado Comum Europeu e a moeda comum européia? Pois é, agora haverá a universidade comum européia. A carta de intenções é a Declaração de Bolonha, de 1999, que está sendo implantada paulatinamente.
Ao que parece, a "evasão de cérebros" do Brasil vai aumentar.
Ao que parece, a "evasão de cérebros" do Brasil vai aumentar.
Sunday, September 03, 2006
Seita de Ateus
E por falar em orgulho ateu: por que não fundar uma Seita de Ateus?
Sim, por que não?
A única regra é que todos os congregados sejam ateus praticantes. Não basta, portanto, ser-se ateu; é preciso praticar o ateísmo. Isto é, é preciso ter experiência comprovada não somente na vivência atéia mas, sobretudo, na militância atéia.
Para que não haja dúvidas sobre este preceito, que fique registrado: é preciso que o ateu tenha larga experiência (comprovada, repito) no combate não apenas às religiões, mas sobretudo a toda e qualquer idéia deísta. É preciso que o ateu militante deseje, do fundo do coração, que toda e qualquer idéia de deus seja abolida, e que toda a humanidade comungue dos mesmos ideais.
É preciso, ainda, que todo ateu tenha uma crença firme e inabalável na não-existência do inexistente e que dedique sua vida a demonstrar que a crença na existência do inexistente é uma contraditio in terminis. Ou seja, que há uma impossibilidade lógica na existência do inexistente. A ausência de prova é, neste caso, prova de ausência.
Deste primeiro preceito podemos derivar um raciocínio fundamental: não é lógico que deus exista; logo, deus não existe.
Isto, sem dúvida, é diferente de dizer que é lógico que deus exista; portanto, deve existir.
No segundo caso, a subjetividade está envolvida, enquanto o primeiro é inteiramente objetivo, posto que se apóia na lógica. Portanto, o primeiro é verdadeiro e o segundo, ilusório.
É bem verdade que nenhum ateu está planejando jogar aviões em prédios; só deístas fazem isso. Mas é bom ficarmos atentos. Paixões são sempre paixões.
Sim, por que não?
A única regra é que todos os congregados sejam ateus praticantes. Não basta, portanto, ser-se ateu; é preciso praticar o ateísmo. Isto é, é preciso ter experiência comprovada não somente na vivência atéia mas, sobretudo, na militância atéia.
Para que não haja dúvidas sobre este preceito, que fique registrado: é preciso que o ateu tenha larga experiência (comprovada, repito) no combate não apenas às religiões, mas sobretudo a toda e qualquer idéia deísta. É preciso que o ateu militante deseje, do fundo do coração, que toda e qualquer idéia de deus seja abolida, e que toda a humanidade comungue dos mesmos ideais.
É preciso, ainda, que todo ateu tenha uma crença firme e inabalável na não-existência do inexistente e que dedique sua vida a demonstrar que a crença na existência do inexistente é uma contraditio in terminis. Ou seja, que há uma impossibilidade lógica na existência do inexistente. A ausência de prova é, neste caso, prova de ausência.
Deste primeiro preceito podemos derivar um raciocínio fundamental: não é lógico que deus exista; logo, deus não existe.
Isto, sem dúvida, é diferente de dizer que é lógico que deus exista; portanto, deve existir.
No segundo caso, a subjetividade está envolvida, enquanto o primeiro é inteiramente objetivo, posto que se apóia na lógica. Portanto, o primeiro é verdadeiro e o segundo, ilusório.
É bem verdade que nenhum ateu está planejando jogar aviões em prédios; só deístas fazem isso. Mas é bom ficarmos atentos. Paixões são sempre paixões.
Friday, September 01, 2006
Dia do orgulho ateu
Proponho que o dia de hoje, primeiro de setembro, seja o Dia do Orgulho Ateu. É que já há tantos feriados religiosos, dia das mães, dos pais, das crianças, dos professores, dia da bandeira, dia do índio, dia da árvore etc etc. Por que não podemos ter também um dia do Orgulho Ateu? Afinal de contas, todo ateu que se preze tem orgulho de seu ateísmo, não é?
Então.
Então.
Thursday, August 31, 2006
Cruzes (1)
Resolvi aproveitar essa maravilha que é a internet para matar a curiosidade sobre cantores e grupos jurássicos, aqueles anteriores ao advento do clipe e do Michael Jackson.
Como seriam? Ainda vivem? Ainda gravam? Como estariam hoje?
E lá vou eu puxar todo e qualquer arquivo mpg ou avi com todo e qualquer proto-músico (a saber, os nativos das décadas de 60 e 70, particularmente).
O repertório é vastíssimo e, devo dizer, horrendo.
Encontrei o Harry Nilsson novinho, novinho, cantando (e, coitado, tentando dançar) Everybody´s talking. Achei que não era o bastante e fui procurá-lo em gravações mais novas. Encontrei uma pessoa completamente diferente (até a voz parecia ter mudado), comecei a pensar sobre o efeito do tempo no ser humano e tratei de apagar os arquivos.
Encontrei um tal Gilbert O´Sullivan, cantando Alone Again com um cabelo que dispensa uso de chapéu.
Vamos para o próximo?
Lembrei do T-Rex (quem ainda se lembrar de Marc Bolan que atire a primeira pedra) e encontrei, olhe só, Elton John em início de início de começo de carreira, fazendo a percussão do T-Rex. Vou dar um jeito de chantagear o Elton com essa informação, especialmente agora que ele é recém-casado e não vai querer que seu passado venha à tona.
Sim, dei uma olhada na banda de Gary Glitter. Parece que não havia nem proto-estilistas na década de 60.
Pulei para os anos 80 e fui atrás do Lindsay Buckingham. Não vi progresso algum.
Curiosamente, isso me lembrou o ACDC (com o Bon Scott). Jailbreak. Melhor que os outros, mas cometi o engano de empolgar e procurar outros "clipes" da banda. Encontrei o Bon Scott no palco, vestido de chapeuzinho vermelho, gata borralheira, filhinha da mamãe, sei lá, com um dente de ouro enorme. Mudei de idéia. Bobagem. Prá quê ver clipes, né? Melhor só ouvir o CD.
Mas, por falar em dente, lá estava o Dan McCafferty (Nazareth) sem alguns.
Susto mesmo eu tive ao ver pela primeira (e única) vez um clipe do Uriah Heep com o David Byron cantando The Wizard . Imagine o conjunto: calça roxa de bolinha, com um índio desenhado, jaqueta xadrez, bigode Fidel, cabelo farpado e bota branca na altura dos joelhos, com salto agulha e plataforma. Puxa. Essa fantasia deve ter custado uma nota.
Nem é preciso falar do Kiss.
No fim das contas, tudo isso tem sua síntese máxima em Tommy, a ópera-rock.
Já dizia o grande sábio Shakespeare: tudo está bem quando bem acaba.
Amém.
Como seriam? Ainda vivem? Ainda gravam? Como estariam hoje?
E lá vou eu puxar todo e qualquer arquivo mpg ou avi com todo e qualquer proto-músico (a saber, os nativos das décadas de 60 e 70, particularmente).
O repertório é vastíssimo e, devo dizer, horrendo.
Encontrei o Harry Nilsson novinho, novinho, cantando (e, coitado, tentando dançar) Everybody´s talking. Achei que não era o bastante e fui procurá-lo em gravações mais novas. Encontrei uma pessoa completamente diferente (até a voz parecia ter mudado), comecei a pensar sobre o efeito do tempo no ser humano e tratei de apagar os arquivos.
Encontrei um tal Gilbert O´Sullivan, cantando Alone Again com um cabelo que dispensa uso de chapéu.
Vamos para o próximo?
Lembrei do T-Rex (quem ainda se lembrar de Marc Bolan que atire a primeira pedra) e encontrei, olhe só, Elton John em início de início de começo de carreira, fazendo a percussão do T-Rex. Vou dar um jeito de chantagear o Elton com essa informação, especialmente agora que ele é recém-casado e não vai querer que seu passado venha à tona.
Sim, dei uma olhada na banda de Gary Glitter. Parece que não havia nem proto-estilistas na década de 60.
Pulei para os anos 80 e fui atrás do Lindsay Buckingham. Não vi progresso algum.
Curiosamente, isso me lembrou o ACDC (com o Bon Scott). Jailbreak. Melhor que os outros, mas cometi o engano de empolgar e procurar outros "clipes" da banda. Encontrei o Bon Scott no palco, vestido de chapeuzinho vermelho, gata borralheira, filhinha da mamãe, sei lá, com um dente de ouro enorme. Mudei de idéia. Bobagem. Prá quê ver clipes, né? Melhor só ouvir o CD.
Mas, por falar em dente, lá estava o Dan McCafferty (Nazareth) sem alguns.
Susto mesmo eu tive ao ver pela primeira (e única) vez um clipe do Uriah Heep com o David Byron cantando The Wizard . Imagine o conjunto: calça roxa de bolinha, com um índio desenhado, jaqueta xadrez, bigode Fidel, cabelo farpado e bota branca na altura dos joelhos, com salto agulha e plataforma. Puxa. Essa fantasia deve ter custado uma nota.
Nem é preciso falar do Kiss.
No fim das contas, tudo isso tem sua síntese máxima em Tommy, a ópera-rock.
Já dizia o grande sábio Shakespeare: tudo está bem quando bem acaba.
Amém.
Tuesday, August 29, 2006
Venha preparado para ficar
Na madrugada de 28 de abril de 1908 a casa de uma viúva de 48 anos, Belle Gunness, pegou fogo. Aparentemente, a viúva e seus três filhos haviam morrido no incêndio, mas as cinzas revelaram uma história bem diferente.
O corpo que presumivelmente seria de Belle não era compatível com o dela, e estava sem a cabeça. As crianças, três, já estavam mortas quando o incêndio começou. O caseiro e amante de Belle, Ray Lamphere, foi preso e acusado das mortes, mas a busca pela cabeça da mulher morta revelou que havia vários corpos mutilados enterrados na propriedade, alguns deles já há muitos anos.
Estima-se que Belle tenha assassinado entre 20 e 60 pessoas, em sua grande maioria homens, para receber o seguro de vida. Foram encontrados restos mortais de apenas 20 pessoas, mas as vítimas, segundo o caseiro, serviam de alimento para os animais da fazenda, o que explica não terem sido encontrados vestígios de suas passagens por lá.
Belle atraía as vítimas com um anúncio matrimonial publicado em jornais. Após o primeiro contato ela convidava a futura vítima a visitá-la, com a ressalva: venha preparado para ficar para sempre.
Belle desapareceu com todo o dinheiro que conseguira juntar; os filhos aparentemente foram mortos por ela antes do incêndio; Ray Lamphere morreu na prisão depois de confessar tê-la ajudado a matar, esquartejar e enterrar o que os porcos rejeitavam, e até hoje não entendemos muito bem essa história toda.
O corpo que presumivelmente seria de Belle não era compatível com o dela, e estava sem a cabeça. As crianças, três, já estavam mortas quando o incêndio começou. O caseiro e amante de Belle, Ray Lamphere, foi preso e acusado das mortes, mas a busca pela cabeça da mulher morta revelou que havia vários corpos mutilados enterrados na propriedade, alguns deles já há muitos anos.
Estima-se que Belle tenha assassinado entre 20 e 60 pessoas, em sua grande maioria homens, para receber o seguro de vida. Foram encontrados restos mortais de apenas 20 pessoas, mas as vítimas, segundo o caseiro, serviam de alimento para os animais da fazenda, o que explica não terem sido encontrados vestígios de suas passagens por lá.
Belle atraía as vítimas com um anúncio matrimonial publicado em jornais. Após o primeiro contato ela convidava a futura vítima a visitá-la, com a ressalva: venha preparado para ficar para sempre.
Belle desapareceu com todo o dinheiro que conseguira juntar; os filhos aparentemente foram mortos por ela antes do incêndio; Ray Lamphere morreu na prisão depois de confessar tê-la ajudado a matar, esquartejar e enterrar o que os porcos rejeitavam, e até hoje não entendemos muito bem essa história toda.
Sunday, August 27, 2006
Lá vem o fim do mundo
Um terço da população mundial desaparecerá no dia 12 de setembro de 2006.
Daqui a duas semanas, portanto.
Este evento - a destruição de um terço da população mundial em uma guerra nuclear - marcará o início do fim do mundo.
Isto é o que diz o novo louco de plantão, o biblista Yisrayl Hawkins.
A vantagem desta profecia é que a gente não precisa esperar muito prá ver acontecer.
Daqui a duas semanas, portanto.
Este evento - a destruição de um terço da população mundial em uma guerra nuclear - marcará o início do fim do mundo.
Isto é o que diz o novo louco de plantão, o biblista Yisrayl Hawkins.
A vantagem desta profecia é que a gente não precisa esperar muito prá ver acontecer.
Saturday, August 26, 2006
Caridade contraditória
Em suas Confissões Agostinho faz uma análise interessantíssima do sentimento de compaixão:
Ainda que o dever da caridade aprove que nos condoamos do infeliz, todavia aquele que fraternalmente é misericordioso preferiria que nenhuma dor houvesse de que se compadecesse. Se a benevolência fosse malévola - o que é impossível -, poderia aquele que verdadeira e sinceramente se inclina aos sentimentos de compaixão desejar que houvesse infelizes para se compadecer." Livro III, 2, 3.
Se entendi, a idéia fundamental é que a caridade é uma coisa muita estranha, porque é preciso que haja infelicidade alheia para que possamos nos condoer dela.
No fim, como toda filosofia cristã que se preze, salvam-se todos (sobreviventes, mortos e feridos), mas fica a percepção, genial, de que a compaixão sempre carrega consigo uma certa satisfação por estarmos em condição de senti-la.
Ainda que o dever da caridade aprove que nos condoamos do infeliz, todavia aquele que fraternalmente é misericordioso preferiria que nenhuma dor houvesse de que se compadecesse. Se a benevolência fosse malévola - o que é impossível -, poderia aquele que verdadeira e sinceramente se inclina aos sentimentos de compaixão desejar que houvesse infelizes para se compadecer." Livro III, 2, 3.
Se entendi, a idéia fundamental é que a caridade é uma coisa muita estranha, porque é preciso que haja infelicidade alheia para que possamos nos condoer dela.
No fim, como toda filosofia cristã que se preze, salvam-se todos (sobreviventes, mortos e feridos), mas fica a percepção, genial, de que a compaixão sempre carrega consigo uma certa satisfação por estarmos em condição de senti-la.
Friday, August 25, 2006
A empresa de Cristo
Um recurso dos mais comuns no trato de uma idéia particular em livros de auto-ajuda, psicologia, marketing e administração, é o de relacioná-la com alguma figura real ou mitológica.
Deve ser para dar um toque de originalidade ao trabalho.
Enfim.
Um tal Bob Briner, veterano da prática, horrorizou: foi buscar logo a figura mais importante dos últimos dois mil anos para defender um modelo de administração de empresas, e escreveu Os Métodos de Administração de Jesus. A premissa básica é que a empresa continua ativa após dois mil anos. Logo, só pode ser boa.
O que Briner esqueceu de dizer é que o dono da empresa morreu por causa dela; um de seus executivos vendeu a alma ao capeta; dois dos remanescentes brigaram pela presidência, o que resultou em divisão interna e um outro remanescente nem mesmo acreditava que a empresa fosse tão boa assim. Ou seja, nunca vestiu a camisa.
Ah, tá. O que importa é a empresa, não os executivos. Entendi.
Deve ser para dar um toque de originalidade ao trabalho.
Enfim.
Um tal Bob Briner, veterano da prática, horrorizou: foi buscar logo a figura mais importante dos últimos dois mil anos para defender um modelo de administração de empresas, e escreveu Os Métodos de Administração de Jesus. A premissa básica é que a empresa continua ativa após dois mil anos. Logo, só pode ser boa.
O que Briner esqueceu de dizer é que o dono da empresa morreu por causa dela; um de seus executivos vendeu a alma ao capeta; dois dos remanescentes brigaram pela presidência, o que resultou em divisão interna e um outro remanescente nem mesmo acreditava que a empresa fosse tão boa assim. Ou seja, nunca vestiu a camisa.
Ah, tá. O que importa é a empresa, não os executivos. Entendi.
Thursday, August 24, 2006
Google Books Brasil
A quem interessar possa: o Google Books, um sistema de buscas que permite visualizar trechos de livros, já tem uma interface brasileira.
Fui testar, é claro, e pesquisei "Capitu". Se não encontrasse a mulher mais famosa da literatura brasileira, melhor esperar seis meses para pesquisar novamente. Mas não. Há entradas em português, inglês e francês para "Capitu".
Daí pesquisei "Protagoras" e encontrei o diálogo de Platão. Resolvi abusar e testei "Philostratus". Não é que tem?
Recomendo.
Para se informar melhor:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082006/23082006-12.shl
Fui testar, é claro, e pesquisei "Capitu". Se não encontrasse a mulher mais famosa da literatura brasileira, melhor esperar seis meses para pesquisar novamente. Mas não. Há entradas em português, inglês e francês para "Capitu".
Daí pesquisei "Protagoras" e encontrei o diálogo de Platão. Resolvi abusar e testei "Philostratus". Não é que tem?
Recomendo.
Para se informar melhor:
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082006/23082006-12.shl
Wednesday, August 23, 2006
Curso de milagres
E por falar em milagres, se você está pensando em se candidatar a Madre Tereza de Calcutá, São Francisco de Assis, Santo Antônio, São Januário, São Jorge etc. etc., a hora é esta.
Não perca mais tempo na vida. Invista agora em seu futuro fazendo o Curso em Milagres. Venha estudar milagres conosco e seja um em um milhão.
A primeira parcela é gratuita.
Aproveite a chance e ganhe um desconto de 50% na primeira mensalidade.
Venha!
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Venha!
Monday, August 21, 2006
Ho-ra do lei-ti-nhooo...
Shiva aprecia um leitinho quente.
Clique no título e veja a foto: parece o Alien, mas é apenas Shiva (ou Buda, sei lá) bebendo leite. Ou melhor, é apenas uma estátua de Shiva/Buda que, surpreendentemente, gosta de leite.
Prá resumir, a coisa toda funciona assim:
1. as câmeras de TV são ligadas;
2. serve-se leite para as estátuas em uma colher;
3. as câmeras de TV continuam ligadas;
4. o leite desaparece;
5. as câmeras de TV focalizam as colheres vazias;
6. as câmeras de TV mostram o espanto nos rostos dos espectadores.
Conclusão óbvia?
Shiva gosta de leite e bebe tudo tudo.
Clique no título e veja a foto: parece o Alien, mas é apenas Shiva (ou Buda, sei lá) bebendo leite. Ou melhor, é apenas uma estátua de Shiva/Buda que, surpreendentemente, gosta de leite.
Prá resumir, a coisa toda funciona assim:
1. as câmeras de TV são ligadas;
2. serve-se leite para as estátuas em uma colher;
3. as câmeras de TV continuam ligadas;
4. o leite desaparece;
5. as câmeras de TV focalizam as colheres vazias;
6. as câmeras de TV mostram o espanto nos rostos dos espectadores.
Conclusão óbvia?
Shiva gosta de leite e bebe tudo tudo.
Sunday, August 20, 2006
Nefelibata (12): Cirrustratus
Se você é um alegre Cirrostratus, as nuvens formavam, no momento de seu nascimento, uma camada fina e branca de cristais de gelo. A posição de Cirrus na casa 4 de Stratus, em conjunção de Nimbos com Stratus na casa 6, em quadratura com Cumulonimbus, sugere um temperamento supersensível, que atrai os estados emocionais das pessoas à volta. Em vista disso, o nativo de Cirrustratus é enérgico e independente. Adora ter a atenção dos outros e de brilhar. Sua poderosa vontade confere-lhe capacidade de mando e não admite ser contrariado. Seu orgulho, passionalidade e individualidade criam-lhe atritos. Sua forte natureza psíquica torna-o muito emotivo e magnético e a intensidade com que se dedica aos assuntos que lhe interessam levam-no a ser criativo em meditação transcendental, ginástica, yoga e política.
Sol em Cirrus
Lua em Stratus
Ascendente em Cumulus
Sol em Cirrus
Lua em Stratus
Ascendente em Cumulus
Thursday, August 17, 2006
Celebridade instantânea
Você não conhece o Jeremias? Como assim?
Não conhece mesmo? Então vou te apresentar.
Jeremias é um bebum que volta e meia é preso pela polícia de Caruaru, Pernambuco. Já virou figura folclórica e celebridade instantânea. Daqui a pouco será contratado pela Globo para fazer um bêbado na novela das oito. Quer apostar?
Não conhece mesmo? Então vou te apresentar.
Jeremias é um bebum que volta e meia é preso pela polícia de Caruaru, Pernambuco. Já virou figura folclórica e celebridade instantânea. Daqui a pouco será contratado pela Globo para fazer um bêbado na novela das oito. Quer apostar?
Monday, August 14, 2006
Cavalos, mulheres ou cachorros
Não vou falar sobre cavalos, mulheres ou cachorros. Só quero contar que o velho Schopenhauer, filósofo do século XIX, morava em uma pensão, muito provavelmente para fazer jus à sua fama de bom comerciante, em companhia de um cãozinho poodle (o jovem Schopenhauer).
Todas as noites, sentava-se silenciosamente em uma mesa de canto, em um restaurante e, antes da refeição, colocava uma moeda à sua frente. Ao sair, recolhia a moeda, sem dizer nada.
Alguém não resistiu à curiosidade. Do que se tratava aquele hábito tão estranho?
"É uma aposta que faço comigo mesmo", respondeu Schopenhauer. "No dia em que os soldados que sempre vêm aqui jantar falarem de outra coisa que não seja cavalo, mulher ou cachorro, esta moeda irá para a caixa de coleta de esmola".
A moeda continuou no bolso do paletó.
Todas as noites, sentava-se silenciosamente em uma mesa de canto, em um restaurante e, antes da refeição, colocava uma moeda à sua frente. Ao sair, recolhia a moeda, sem dizer nada.
Alguém não resistiu à curiosidade. Do que se tratava aquele hábito tão estranho?
"É uma aposta que faço comigo mesmo", respondeu Schopenhauer. "No dia em que os soldados que sempre vêm aqui jantar falarem de outra coisa que não seja cavalo, mulher ou cachorro, esta moeda irá para a caixa de coleta de esmola".
A moeda continuou no bolso do paletó.
Friday, August 11, 2006
Greta Garbo, quem diria
E não é que Aquiles, o destemido, invulnerável (exceto pelo calcanhar), corajoso, forte etc e tal, se vestiu de mulher para fugir do alistamento militar?
Quem diria...
Mas vamos lá, conceder um pouco de razão ao herói: é que sua mãe, a deusa Tétis, o avisou de que ele morreria na guerra contra a cidade de Tróia e aconselhou o filho a não se alistar. Aquiles prontamente obedeceu: vestiu-se de mulher e escondeu-se em meio às moçoilas.
Ulisses desconfiou da artimanha. Para encontrar o fujão, fingiu-se de mercador e observou o comportamento das jovens: todas queriam comprar penduricalhos e bugigangas; só uma estava interessada nas armas.
Ei-lo.
O resultado é que Aquiles morreu ao final da guerra, como havia predito sua mãe.
Quem diria...
Mas vamos lá, conceder um pouco de razão ao herói: é que sua mãe, a deusa Tétis, o avisou de que ele morreria na guerra contra a cidade de Tróia e aconselhou o filho a não se alistar. Aquiles prontamente obedeceu: vestiu-se de mulher e escondeu-se em meio às moçoilas.
Ulisses desconfiou da artimanha. Para encontrar o fujão, fingiu-se de mercador e observou o comportamento das jovens: todas queriam comprar penduricalhos e bugigangas; só uma estava interessada nas armas.
Ei-lo.
O resultado é que Aquiles morreu ao final da guerra, como havia predito sua mãe.
Wednesday, August 09, 2006
A utilidade da justiça
Na República de Platão (I, 333c), Sócrates pergunta a Glauco:
- Quando é que, sendo preciso fazer uso de ouro ou prata em comum, o justo será mais útil do que os outros?
E Glauco responde, com grande sabedoria:
- Quando se tratar de fazer um depósito que fique a salvo, ó Sócrates.
É vero...
- Quando é que, sendo preciso fazer uso de ouro ou prata em comum, o justo será mais útil do que os outros?
E Glauco responde, com grande sabedoria:
- Quando se tratar de fazer um depósito que fique a salvo, ó Sócrates.
É vero...
Monday, August 07, 2006
Nefelibatas em perigo
Estou preocupada. Plutão não é mais planeta. Foi rebaixado. O que será de nós, pobres Nefelibatas, que dependemos dele para saber a exata configuração do céu no momento dos nascimentos?
Já sei: é só apelar para o simbólico e dizer que a "geografia" do céu pouco importa; o que importa é o que significa. Mesmo que a gente tenha defendido sempre que o significado depende da "geografia", não se preocupe. As pessoas têm memória curtíssima e uma boa vontade extraordinária. Vai dar tudo certo.
Já sei: é só apelar para o simbólico e dizer que a "geografia" do céu pouco importa; o que importa é o que significa. Mesmo que a gente tenha defendido sempre que o significado depende da "geografia", não se preocupe. As pessoas têm memória curtíssima e uma boa vontade extraordinária. Vai dar tudo certo.
Saturday, August 05, 2006
Coitado...
Parece que conseguiram capturar e matar um Chupa-Cabra.
É claro, coisas assim não acontecem em qualquer lugar: só podia ser nos Estados Unidos, a terra do Pé Grande, do Jesus da Batata Frita, da Maria do Sanduíche, do Elvis e, claro, do Michael Jackson. Em terra assim tão fértil, Chupa-Cabra deve ser lugar-comum.
Pois é. Acharam e mataram o bichim, que agora vai ter o DNA examinado. Supõe-se que seja um animal híbrido, o resultado de uma mistura entre coiotes, cães selvagens e hienas. Estranhíssimo, mas não tem importância. O que importa é que todos os adoradores de esquisitices podem rir por último: elas existem.
É claro, coisas assim não acontecem em qualquer lugar: só podia ser nos Estados Unidos, a terra do Pé Grande, do Jesus da Batata Frita, da Maria do Sanduíche, do Elvis e, claro, do Michael Jackson. Em terra assim tão fértil, Chupa-Cabra deve ser lugar-comum.
Pois é. Acharam e mataram o bichim, que agora vai ter o DNA examinado. Supõe-se que seja um animal híbrido, o resultado de uma mistura entre coiotes, cães selvagens e hienas. Estranhíssimo, mas não tem importância. O que importa é que todos os adoradores de esquisitices podem rir por último: elas existem.
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