Diógenes Laércio conta que, quando o filho de um tal Crates atingiu a idade adulta, o pai o levou a um bordel e lhe disse: "foi assim que me casei".
O que isso pode significar?
Thursday, July 27, 2006
Wednesday, July 26, 2006
Não alimente o troll
Um troll é alguém que entra em uma comunidade online e envia mensagens ofensivas, rudes ou repetitivas apenas para irritar e atrapalhar o andamento das discussões. O troll é o indivíduo que participa de discussões com o objetivo de gerar o caos. Se você responder às provocações ou tentar chamá-lo à razão, estará somente alimentando o círculo vicioso: o troll diz que você é um troll, você reage, ele usa sua reação para mostrar que tem razão, e assim por diante. O melhor a fazer é ignorar.
Monday, July 24, 2006
Escola de Escravos
Li na Ética a Nicômaco, de Aristóteles (I,1), que em Siracusa um preceptor abriu uma escola para ensinar, sob pagamento, as crianças a serem escravas. Fiquei imaginando como é que uma coisa assim pode funcionar. É claro que o dono do escravo teria de pagar para que ele aprendesse o ofício que lhe seria destinado, mas o escravo não aprendia o ofício com os mais velhos, sem custo algum para o dono? Então. Acho que essa escola fechou logo que abriu.
Friday, July 21, 2006
Universalizável
Recebi por e-mail:
Um pescador estava tomando cuidado de vários cestos de caranguejos vivos. Quase todos tinham tampa, com exceção de um. Um comprador parou e perguntou porque apenas aquele cesto não tinha tampa: "É que são caranguejos brasileiros." - respondeu o pescador. "Quando um está subindo, os outros puxam para baixo..."
Acho que há um engano aí. Estamos falando de ser humano, e não apenas de brasileiros.
Um pescador estava tomando cuidado de vários cestos de caranguejos vivos. Quase todos tinham tampa, com exceção de um. Um comprador parou e perguntou porque apenas aquele cesto não tinha tampa: "É que são caranguejos brasileiros." - respondeu o pescador. "Quando um está subindo, os outros puxam para baixo..."
Acho que há um engano aí. Estamos falando de ser humano, e não apenas de brasileiros.
Tuesday, July 18, 2006
Morro de pena
Estava assistindo, outro dia, a um documentário do NetGeo sobre fobias e fiquei muito espantada ao descobrir que uma mulher tem fobia de pena de ave.
Isso mesmo, pena. Não pássaros, mas sim penas.
Como é que pode?
Eu sei que fobia é exatamente medo irracional, mas isso é demais, né não?
Se fosse medo de baratas, vá lá. Afinal, baratas são animais horrendos, estão vivas e atacam seres humanos, mas de onde poderia vir um medo tão absolutamente irracional de penas de aves? O que há nelas para se temer?
Sobretudo, o que terá acontecido durante a infância dessa pobre criatura?
Isso mesmo, pena. Não pássaros, mas sim penas.
Como é que pode?
Eu sei que fobia é exatamente medo irracional, mas isso é demais, né não?
Se fosse medo de baratas, vá lá. Afinal, baratas são animais horrendos, estão vivas e atacam seres humanos, mas de onde poderia vir um medo tão absolutamente irracional de penas de aves? O que há nelas para se temer?
Sobretudo, o que terá acontecido durante a infância dessa pobre criatura?
Friday, July 14, 2006
Confesso que li
A essência do uno é ser uma espécie de ponto de partida do número; com efeito, a primeira medida é um ponto de partida, porque o nosso instrumento inicial de obtenção de conhecimento de uma coisa é a primeira medida de cada classe de objetos; o uno, então, é o ponto de partida do que é cognoscível no tocante a cada coisa particular. A unidade, porém, não é a mesma em todas as classes, uma vez que numa é o quarto de intervalo, ao passo que numa outra é a vogal ou a consoante. E há uma outra unidade para a gravidade e uma outra para o movimento. Mas em todos os casos a unidade é indivisível, seja do ponto de vista da quantidade, seja daquele da espécie (isto é, formalmente). Deste modo, aquilo que é quantitativamente, e enquanto quantitativo totalmente indivisível, e é destituído de posição, é chamado de unidade; e aquilo que é totalmente indivisível e tem posição, é chamado de ponto; aquilo que é divisível simplesmente, de linha, duplamente, de plano, e o que é quantitativamente divisível triplamente de corpo. E, invertendo-se a ordem, aquilo que é divisível duplamente é um plano, divisível simplesmente uma linha, enquanto aquilo que não é, de modo algum, quantitativamente divisível é um ponto ou uma unidade: não tendo posição, uma unidade e a tendo, um ponto.
Aristóteles, Metafísica V (e).
Aristóteles, Metafísica V (e).
Monday, July 10, 2006
Friday, July 07, 2006
Coisa de grego (5): Protagonismo
Quem é o protagonista da novela das oito? E da novela das sete? E da novela das seis?
A rigor, teríamos de rever os primeiros capítulos para saber.
É que protagonista vem de proto (primeiro, origem) e agon (conflito). As disputas verbais entre as personagens constituía a base do teatro grego clássico. Protagonista (ou protoagon) era simplesmente o primeiro a falar, na disputa verbal. Por ser o primeiro a falar (ou entrar em cena), o protagonista gerava ou apresentava o conflito que dava sentido à peça e, por isso, podia ser considerado a personagem principal. Daí o sentido que lhe damos hoje.
A rigor, teríamos de rever os primeiros capítulos para saber.
É que protagonista vem de proto (primeiro, origem) e agon (conflito). As disputas verbais entre as personagens constituía a base do teatro grego clássico. Protagonista (ou protoagon) era simplesmente o primeiro a falar, na disputa verbal. Por ser o primeiro a falar (ou entrar em cena), o protagonista gerava ou apresentava o conflito que dava sentido à peça e, por isso, podia ser considerado a personagem principal. Daí o sentido que lhe damos hoje.
Tuesday, July 04, 2006
Achamos um elo perdido
Foram encontrados, em 2004, no Canadá, fósseis de animais que supostamente seriam o elo entre os animais terrestres e os peixes. Estes animais, de cerca de 383 milhões de anos, seriam semelhantes a crocodilos, mas com barbatanas. Os cientistas acreditam que sejam de uma espécie intermediária entre os animais aquáticos e os anfíbios.
Vamos ter de esperar passar o entusiasmo para que a descoberta seja avaliada com maior isenção, mas, se for como os cientistas estão dizendo, os evolucionistas têm mesmo muito o que comemorar.
Vamos ter de esperar passar o entusiasmo para que a descoberta seja avaliada com maior isenção, mas, se for como os cientistas estão dizendo, os evolucionistas têm mesmo muito o que comemorar.
Monday, July 03, 2006
Fogo sagrado
Jesus está de volta, e em grande estilo. Desta vez, deixou marcas de dedos nos braços de um fiel.
Em 9 de novembro de 1994 um tal Raymond, recém-chegado em um monastério, acendou cinco velas e começou a rezar. De repente, sentiu que havia alguma mudança no ambiente: o vento ficou mais forte, a temperatura começou a subir e as chamas das cinco velas pararam de se mover, embora continuassem queimando. Então Raymond sentiu como se estivesse sendo transportado da escuridão para uma luz intensa, e retornou ao mundo real após quatro horas, com marcas de queimadura no braço direito em formato de cinco dedos (veja a foto no site). Desde então a experiência tem se repetido com frequência. A julgar pela história, Cristo pretende queimar o braço de Raymond sempre que tiver algo a dizer. Mas tudo bem. Raymond gosta e ainda está ficando famoso.
Em 9 de novembro de 1994 um tal Raymond, recém-chegado em um monastério, acendou cinco velas e começou a rezar. De repente, sentiu que havia alguma mudança no ambiente: o vento ficou mais forte, a temperatura começou a subir e as chamas das cinco velas pararam de se mover, embora continuassem queimando. Então Raymond sentiu como se estivesse sendo transportado da escuridão para uma luz intensa, e retornou ao mundo real após quatro horas, com marcas de queimadura no braço direito em formato de cinco dedos (veja a foto no site). Desde então a experiência tem se repetido com frequência. A julgar pela história, Cristo pretende queimar o braço de Raymond sempre que tiver algo a dizer. Mas tudo bem. Raymond gosta e ainda está ficando famoso.
Saturday, July 01, 2006
Nefelibata (11): Cumulonimbus
Prosseguindo em nossa jornada de apresentação dos signos nefelibatas
(aqueles que são orientados pela posição das nuvens no céu no momento do nascimento), passemos agora ao penúltimo signo: o Cumulonimbus.
As nuvens Cumulonimbus são altas, espalhadas no céu, às vezes assumindo o formato de uma bigorna. Associam-se a chuvas fortes, raios, granizo e tornados. Portanto, se você é um nativo desta nuvem, evite más companhias e cuide bem de suas finanças, pois você tende a ter problemas mundanos relacionados a dinheiro, especialmente a convicção de que, se não gastá-lo, ele terá valor. Será melhor simplesmente deixar passar uma semana ou duas antes de começar a guardar dinheiro, Cumulonimbus. Normalmente você não é de deixar nada para o dia seguinte, mas pondere sobre o benefício que advirá de uma atitude paciente: você passará duas semanas gastando tudo o que tem. Depois, é só deixar que a sua natureza otimista se encarregue do resto: minimize a crise financeira considerando que você já tem quase tudo de que precisa e não terá mais que guardar dinheiro.
Alerta de trânsito
Entre os dias 01/07 (hoje) e 14/07, a nuvem Cirrus estará transitando pela sua quarta casa nefelibata, em oposição a Stratus. Este é o momento certo para ficar em casa. Momento propício também para viagens. Grande satisfação e realização pessoal podem ser encontradas na arrumação do quarto. Sobretudo, não se leve muito a sério, Cumulonimbus. Este é a regra número um do manual do bom e sábio nefelibata: não perca a grande chance de não se levar a sério deixando para amanhã o que poderia ser feito hoje.
(aqueles que são orientados pela posição das nuvens no céu no momento do nascimento), passemos agora ao penúltimo signo: o Cumulonimbus.
As nuvens Cumulonimbus são altas, espalhadas no céu, às vezes assumindo o formato de uma bigorna. Associam-se a chuvas fortes, raios, granizo e tornados. Portanto, se você é um nativo desta nuvem, evite más companhias e cuide bem de suas finanças, pois você tende a ter problemas mundanos relacionados a dinheiro, especialmente a convicção de que, se não gastá-lo, ele terá valor. Será melhor simplesmente deixar passar uma semana ou duas antes de começar a guardar dinheiro, Cumulonimbus. Normalmente você não é de deixar nada para o dia seguinte, mas pondere sobre o benefício que advirá de uma atitude paciente: você passará duas semanas gastando tudo o que tem. Depois, é só deixar que a sua natureza otimista se encarregue do resto: minimize a crise financeira considerando que você já tem quase tudo de que precisa e não terá mais que guardar dinheiro.
Alerta de trânsito
Entre os dias 01/07 (hoje) e 14/07, a nuvem Cirrus estará transitando pela sua quarta casa nefelibata, em oposição a Stratus. Este é o momento certo para ficar em casa. Momento propício também para viagens. Grande satisfação e realização pessoal podem ser encontradas na arrumação do quarto. Sobretudo, não se leve muito a sério, Cumulonimbus. Este é a regra número um do manual do bom e sábio nefelibata: não perca a grande chance de não se levar a sério deixando para amanhã o que poderia ser feito hoje.
Wednesday, June 28, 2006
A (des) importância social do bordado
É evidente que o bordado é uma coisa absolutamente inútil. Tricotar faz sentido; costurar faz sentido, mas bordar não faz sentido algum.
Apesar disso, as pessoas bordam. Não tanto quanto antigamente, claro, mas bordam.
Por que será?
Por que esta prática estranha, vazia de sentido e nociva para a coluna tem-se mantido ao longo da história, apesar de sua notória inutilidade?
Eu poderia tentar explicar a função do bordado com a tese de que a experiência estética é tão ou mais importante que todas as outras experiências sensoriais, mas não é. Abrigar-se do frio é certamente muito mais importante que abrigar-se do frio usando um casaco bonito.
Eu poderia também dizer que se trata de um fenômeno cultural: este foi o modo encontrado pelos homens para manter as mulheres submissas: o bordado toma o tempo livre tanto das solteiras quanto das casadas, tanto das novas quanto das não-tão-novas. Mas isso também não pode ser: no Egito Antigo os homens é que bordavam, não as mulheres (a confiar no que os gregos escreveram sobre os egípcios, sabe-se lá com que propósito).
Eu poderia ainda lembrar que existe uma explicação marxista e uma explicação freudiana para tudo, e que nenhuma investigação decente pode esquecer Freud e Marx para se manter decente, culta e bem fundamentada.
Então.
A coisa toda se explica na origem, pelo modo de produção: na antiguidade os escravos, produtores de bens de consumo, deixavam por conta da aristocracia o "estar desocupado" tão útil ao cultivo do espírito. Consequentemente, os interesses da nobreza voltaram-se para atividades que tinham como objetivo não a produção de bens de consumo, mas o uso qualitativo do tempo livre. Isto é, o valor de uso ficava restrito à mão-de-obra escrava. Aos homens livres e ricos, impunha-se um outro valor: o estético.
E pronto, Marx já explicou.
Quanto a Freud, bem, vamos ter de falar do desejo e relacioná-lo à beleza que o bordado, em algumas épocas, conferiu às vestimentas. Acrescente-se (1) o efeito terapêutico do bordado em personalidades moderadamente histéricas (mas não em personalidade demasiadamente histéricas, por razões óbvias), (2) sua função catártica, (3) a possibilidade de sublimação da mesmice cotidiana que o número infinito de tramas oferece, (4) liberação do imaginário pelo uso criativo do tempo livre. E já se disse tudo o que há para dizer.
Eu poderia ainda tentar explicar o fenômeno sob o viés do freudo-marxismo, mas acho que não precisa não. O caso todo é bem simples: o bordado é inútil mesmo.
Apesar disso, as pessoas bordam. Não tanto quanto antigamente, claro, mas bordam.
Por que será?
Por que esta prática estranha, vazia de sentido e nociva para a coluna tem-se mantido ao longo da história, apesar de sua notória inutilidade?
Eu poderia tentar explicar a função do bordado com a tese de que a experiência estética é tão ou mais importante que todas as outras experiências sensoriais, mas não é. Abrigar-se do frio é certamente muito mais importante que abrigar-se do frio usando um casaco bonito.
Eu poderia também dizer que se trata de um fenômeno cultural: este foi o modo encontrado pelos homens para manter as mulheres submissas: o bordado toma o tempo livre tanto das solteiras quanto das casadas, tanto das novas quanto das não-tão-novas. Mas isso também não pode ser: no Egito Antigo os homens é que bordavam, não as mulheres (a confiar no que os gregos escreveram sobre os egípcios, sabe-se lá com que propósito).
Eu poderia ainda lembrar que existe uma explicação marxista e uma explicação freudiana para tudo, e que nenhuma investigação decente pode esquecer Freud e Marx para se manter decente, culta e bem fundamentada.
Então.
A coisa toda se explica na origem, pelo modo de produção: na antiguidade os escravos, produtores de bens de consumo, deixavam por conta da aristocracia o "estar desocupado" tão útil ao cultivo do espírito. Consequentemente, os interesses da nobreza voltaram-se para atividades que tinham como objetivo não a produção de bens de consumo, mas o uso qualitativo do tempo livre. Isto é, o valor de uso ficava restrito à mão-de-obra escrava. Aos homens livres e ricos, impunha-se um outro valor: o estético.
E pronto, Marx já explicou.
Quanto a Freud, bem, vamos ter de falar do desejo e relacioná-lo à beleza que o bordado, em algumas épocas, conferiu às vestimentas. Acrescente-se (1) o efeito terapêutico do bordado em personalidades moderadamente histéricas (mas não em personalidade demasiadamente histéricas, por razões óbvias), (2) sua função catártica, (3) a possibilidade de sublimação da mesmice cotidiana que o número infinito de tramas oferece, (4) liberação do imaginário pelo uso criativo do tempo livre. E já se disse tudo o que há para dizer.
Eu poderia ainda tentar explicar o fenômeno sob o viés do freudo-marxismo, mas acho que não precisa não. O caso todo é bem simples: o bordado é inútil mesmo.
Sunday, June 25, 2006
Era uma vez um imortal
Era uma vez um espírito imortal, encarnado, desencarnado, encarnado de novo, desencarnado novamente, encarnado outra vez e ciente disso tudo.
Era uma vez um tal conde de San German, encarnado, lá pelas tantas, no século XVIII. Ele tinha um único propósito: buscar a imortalidade. Jura ter encontrado, o que atesta a sua morte, em 1784: era preciso despedir-se da identidade atual (leia-se desencarnar) para assumir nova identidade (isto é, encarnar de novo) e, assim, ser imortal.
Mas não era bem isso que San German queria. O propósito era mesmo continuar encarnado indefinidamente, mas com identidades distintas. Ao abandonar a identidade "San German" desencarnando, ele deixou um recadinho para animar os amigos: "Adeus meus amigos. Retiro-me para o Himalaia. Retornarei como das outras vezes, dentro de oitenta e cinco anos".
Pesquise a biografia do conde e descobrirá que muita gente levou esse recado a sério. Os caríssimos amigos (que não sobreviveram nem aos primeiros oitenta anos) juram que ele voltou. As gerações seguintes confirmam o retorno do imortal. E atestam que a cada oitenta e cinco anos ele visita o Himalaia, embora ninguém tenha vivido o suficiente para ver.
Era uma vez um tal conde de San German, encarnado, lá pelas tantas, no século XVIII. Ele tinha um único propósito: buscar a imortalidade. Jura ter encontrado, o que atesta a sua morte, em 1784: era preciso despedir-se da identidade atual (leia-se desencarnar) para assumir nova identidade (isto é, encarnar de novo) e, assim, ser imortal.
Mas não era bem isso que San German queria. O propósito era mesmo continuar encarnado indefinidamente, mas com identidades distintas. Ao abandonar a identidade "San German" desencarnando, ele deixou um recadinho para animar os amigos: "Adeus meus amigos. Retiro-me para o Himalaia. Retornarei como das outras vezes, dentro de oitenta e cinco anos".
Pesquise a biografia do conde e descobrirá que muita gente levou esse recado a sério. Os caríssimos amigos (que não sobreviveram nem aos primeiros oitenta anos) juram que ele voltou. As gerações seguintes confirmam o retorno do imortal. E atestam que a cada oitenta e cinco anos ele visita o Himalaia, embora ninguém tenha vivido o suficiente para ver.
Friday, June 23, 2006
Sem copyright
Você já se perguntou quem teria inventado a batata frita? Não? Pois eu, sim. O inventor da batata frita é um tal Antoine Augustin Parmentier (1737-1813), um químico francês. A batata, ainda pouco conhecida, foi servida por Parmentier fatiada e frita em um jantar em homenagem a ninguém menos que Benjamin Franklin, em 1772. Seu propósito era atrair a atenção de Luis XVI e Maria Antonieta e convencê-los das vantagens do consumo do tubérculo. Foi tão bem sucedido que, quando da morte dos soberanos, a batata já havia conquistado a França.
Tuesday, June 20, 2006
Como escrever um livro que ninguém vai ler
Você pode pensar que é fácil escrever um livro que ninguém queira ler, mas não é. Sempre há um parente que se sente uma boa pessoa por apoiar você. Mesmo que não leia, vai comprar seu livro. Escrever para ninguém, absolutamente ninguém, é realmente alguma coisa.
Um tal Mark Stevens realizou essa façanha, ao menos na tradução em português. Claro, trata-se de um destes livros de auto-ajuda que os psicólogos adoram escrever, mas verdade seja dita: este é especial.
Confira clicando no título deste post onde você pode adquirir a obra Como não ser um mala! (com o detalhe da exclamação, claro!!!)
Se você não for ou não se sentir um mala (o que quer que isso seja), vai comprar e LER o tal livro-solução para um problema inexistente?
Certo, você é um mala e não sabe disso. Vai comprar o livro por via das dúvidas?
Ah, sim, você é um mala e sabe disso (coisa estranha, mas tudo bem, é só uma hipótese). Neste caso, se comprar o livro e LER, é porque deseja mudar, certo? Mas, se quiser mudar, então não é tão mala assim, né? E, se não é tão mala assim, precisa mesmo ler um livro que vai te ensinar a não ser o que você não é?
Que coisa estranha.
Seria melhor mudar o título para "Como ser um mala", né não?
Um tal Mark Stevens realizou essa façanha, ao menos na tradução em português. Claro, trata-se de um destes livros de auto-ajuda que os psicólogos adoram escrever, mas verdade seja dita: este é especial.
Confira clicando no título deste post onde você pode adquirir a obra Como não ser um mala! (com o detalhe da exclamação, claro!!!)
Se você não for ou não se sentir um mala (o que quer que isso seja), vai comprar e LER o tal livro-solução para um problema inexistente?
Certo, você é um mala e não sabe disso. Vai comprar o livro por via das dúvidas?
Ah, sim, você é um mala e sabe disso (coisa estranha, mas tudo bem, é só uma hipótese). Neste caso, se comprar o livro e LER, é porque deseja mudar, certo? Mas, se quiser mudar, então não é tão mala assim, né? E, se não é tão mala assim, precisa mesmo ler um livro que vai te ensinar a não ser o que você não é?
Que coisa estranha.
Seria melhor mudar o título para "Como ser um mala", né não?
Sunday, June 18, 2006
Santos e incorruptíveis
Quem nunca acreditou em santos e em milagres, que atire a primeira pedra.
Quem sempre achou que é só uma questão de tempo para que a ciência explique todos os milagres, não precisa fazer nada; basta esperar.
A ciência já está desvendando mais um suposto milagre: o dos corpos incorruptíveis.
Os corpo de algumas pessoas consideradas "santas" em vida parecem resistir à decomposição. Alguns, é óbvio, receberam a preciosa ajuda dos vivos para que o milagre pudesse acontecer. Outros foram enterrados em lugares muito secos, o que tornou o processo de decomposição bastante lento (caso de São João Maria Batista Vianney). Outros se mantiveram "incorruptíveis" por terem sido enterrados em capelas sobre a neve (caso de São Felipe Neri) e outros, ainda, simplesmente passaram por um processo chamado pelos cientistas de "saponificação": os tecidos do corpo transformaram-se em sabão por debaixo da pele endurecida, por terem sido enterrados em lugar úmido. Este seria o caso de Santa Rita de Cássia.
Mas a coisa não pára por aí. Há também os ex-incorruptíveis: aqueles que, ao serem exumados vários anos depois da morte (caso do corpo de Eduardo O Confessor) foram encontrados em bom estado de conservação e, com o contato com o ar, iniciou-se rapidamente o processo de decomposição. De qualquer forma, para os fiéis o que importante é que Eduardo O Confessor estava ainda "inteiro" 36 anos após sua morte. Coisa de santo.
Quem sempre achou que é só uma questão de tempo para que a ciência explique todos os milagres, não precisa fazer nada; basta esperar.
A ciência já está desvendando mais um suposto milagre: o dos corpos incorruptíveis.
Os corpo de algumas pessoas consideradas "santas" em vida parecem resistir à decomposição. Alguns, é óbvio, receberam a preciosa ajuda dos vivos para que o milagre pudesse acontecer. Outros foram enterrados em lugares muito secos, o que tornou o processo de decomposição bastante lento (caso de São João Maria Batista Vianney). Outros se mantiveram "incorruptíveis" por terem sido enterrados em capelas sobre a neve (caso de São Felipe Neri) e outros, ainda, simplesmente passaram por um processo chamado pelos cientistas de "saponificação": os tecidos do corpo transformaram-se em sabão por debaixo da pele endurecida, por terem sido enterrados em lugar úmido. Este seria o caso de Santa Rita de Cássia.
Mas a coisa não pára por aí. Há também os ex-incorruptíveis: aqueles que, ao serem exumados vários anos depois da morte (caso do corpo de Eduardo O Confessor) foram encontrados em bom estado de conservação e, com o contato com o ar, iniciou-se rapidamente o processo de decomposição. De qualquer forma, para os fiéis o que importante é que Eduardo O Confessor estava ainda "inteiro" 36 anos após sua morte. Coisa de santo.
Saturday, June 17, 2006
Competências muitíssimo pessoais
Quais seriam as competências pessoais mínimas para que uma prostituta possa exercer bem sua profissão e, digamos, se destacar no mercado?
Você pode não saber, mas o Ministério do Trabalho sabe. O "profissional do sexo" faz parte de uma categoria funcional e consta da Classificação Brasileira de Ocupações.
Eis as competências pessoais:
1 Demonstrar capacidade de persuasão
2 Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 Agir com honestidade
5 Demonstrar paciência
6 Planejar o futuro
7 Prestar solidariedade aos companheiros
8 Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 Demonstrar capacidade lúdica
10 Respeitar o silêncio do cliente
11 Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 Demonstrar ética profissional
13 Manter sigilo profissional
14 Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15 Proporcionar prazer
16 Cuidar da higiene pessoal
17 Conquistar o cliente
18 Demonstrar sensualidade
Certo. Só não entendi porque é necessário saber planejar o futuro e demonstrar capacidade de se comunicar em língua estrangeira.
Duvida, né? Então acesse o site clicando no título deste post.
Aproveite para checar também os itens "Tabelas de Atividades" e "Formação e Experiência". Hilários.
Só falta o governo exigir uma formação mínima para o exercício da profissão.
Você pode não saber, mas o Ministério do Trabalho sabe. O "profissional do sexo" faz parte de uma categoria funcional e consta da Classificação Brasileira de Ocupações.
Eis as competências pessoais:
1 Demonstrar capacidade de persuasão
2 Demonstrar capacidade de expressão gestual
3 Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
4 Agir com honestidade
5 Demonstrar paciência
6 Planejar o futuro
7 Prestar solidariedade aos companheiros
8 Ouvir atentamente (saber ouvir)
9 Demonstrar capacidade lúdica
10 Respeitar o silêncio do cliente
11 Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
12 Demonstrar ética profissional
13 Manter sigilo profissional
14 Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
15 Proporcionar prazer
16 Cuidar da higiene pessoal
17 Conquistar o cliente
18 Demonstrar sensualidade
Certo. Só não entendi porque é necessário saber planejar o futuro e demonstrar capacidade de se comunicar em língua estrangeira.
Duvida, né? Então acesse o site clicando no título deste post.
Aproveite para checar também os itens "Tabelas de Atividades" e "Formação e Experiência". Hilários.
Só falta o governo exigir uma formação mínima para o exercício da profissão.
Thursday, June 15, 2006
Corpus aristotelicum
No século III de nossa era o biógrafo Diógenes Laércio fez um levantamento das obras de Aristóteles. A relação não é exata. É possível que algumas referências sejam, na verdade, apenas parte de uma obra maior. Faltam a metafísica (catorze livros) e a Ética a Nîcômaco (dez livros), e algumas obras citadas possivelmente são apócrifas ou escritas por discípulos.
Em todo caso, a listagem a seguir baseia-se em documentos ainda existentes no século III (já que o acesso direto às obras não era possível) e nos dá uma boa idéia da genialidade de Aristóteles.
— Da Justiça, quatro Livros;
— Dos Poetas, três Livros;
— Da Filosofia, três Livros;
— Do Político, dois Livros;
— Da Retórica ou Grylos, um Livro;
— Nerinto, um Livro;
— Sofista, um Livro;
— Menêxeno, um Livro;
— Erótico, um Livro;
— Banquete, um Livro;
— Da Riqueza, um Livro;
— Protréptico, um Livro;
— Da Alma, um Livro;
— Da Prece, um Livro;
— Do Bom Nascimento, um Livro;
— Do Prazer, um Livro;
— Alexandre, ou Da Colonização, um Livro;
— Da Realeza, um Livro;
— Da Educação, um Livro;
— Do Bem, três Livros;
— Excertos de As Leis de Platão, três Livros;
— Excertos da República de Platão, dois Livros;
— Economia, um Livro;
— Da Amizade, um Livro;
— Do ser afetado ou ter sido afetado, um Livro;
— Das Ciências, dois Livros;
— Da Erística, dois Livros;
— Soluções Erísticas, quatro Livros;
— Cisões Sofísticas, quatro Livros;
— Dos Contrários, um Livro;
— Dos Gêneros e Espécies, um Livro;
— Das Propriedades, um Livro;
— Notas sobre os Argumentos, três Livros;
— Proposições sobre a Excelência, três Livros;
— Objeções, um Livro;
— Das coisas faladas de várias formas ou por acréscimo, um Livro;
— Dos Sentimentos ou Do Ódio, um Livro;
— Ética, cinco Livros;
— Dos Elementos, três Livros;
— Do Conhecimento, um Livro;
— Dos Princípios, um Livro;
— Divisões, dezesseis Livros;
— Divisão, um Livro;
— Da Questão e Resposta, dois Livros;
— Do Movimento, dois Livros;
— Proposições, um Livro;
— Proposições Erísticas, quatro Livros;
— Deduções, um Livro;
— Analíticos Anteriores, nove Livros;
— Analíticos Posteriores, dois Livros;
— Problemas, um Livro;
— Metódica, oito Livros;
— Do mais excelente, um Livro;
— Da Idéia, um Livro;
— Definições Anteriores aos Tópicos, um Livro;
— Tópicos, sete Livros;
— Deduções, dois Livros;
— Deduções e Definições, um Livro;
— Do Desejável e Dos Acidentes, um Livro;
— Pré-tópicos, um Livro;
— Tópicos voltados para Definições, dois Livros;
— Sensações, um Livro;
— Divisão, um Livro;
— Matemáticas, um Livro;
— Definições, treze Livros;
— Argumentos, dois Livros;
— Do Prazer, um Livro;
— Do Voluntário, um Livro;
— Do Nobre, um Livro;
— Teses Argumentativas, vinte e cinco Livros;
— Teses sobre o Amor, quatro Livros;
— Teses sobre a Amizade, dois Livros;
— Teses sobre a Alma, um Livro;
— Política, dois Livros;
— Palestras sobre Política (como as de Teofrasto), oito Livros;
— Dos Atos Justos, dois Livros;
— Coleção de Artes, dois Livros
— Arte da Retórica, dois Livros;
— Arte, um Livro;
— Arte (uma outra obra), dois Livros;
— Metódica, um Livro;
— Coleção da Arte de Teodectes, um Livro;
— Tratado sobre a Arte da Poesia, dois Livros;
— Entímemas Retóricos, um Livro;
— Da Magnitude, um Livro;
— Divisões de Entímemas, um Livro;
— Da Dicção, dois Livros;
— Dos Conselhos, um Livro;
— Coleção, dois Livros;
— Da Natureza, três Livros;
— Natureza, um Livro;
— Da Filosofia de Árquitas, três Livros;
— Da Filosofia de Espeusipo e Xenócrates, um Livro;
— Excertos do Timeu e dos Trabalhos de Árquitas, um Livro;
— Contra Melisso, um Livro;
— Contra Alcmeon, um Livro;
— Contra os Pitagóricos, um Livro;
— Contra Górgias, um Livro;
— Contra Xenófanes, um Livro;
— Contra Zenão, um Livro;
— Dos Pitagóricos, um Livro;
— Dos Animais, nove Livros;
— Dissecações, oito Livros;
— Seleção de Dissecações, um Livro;
— Dos Animais Complexos, um Livro;
— Dos Animais Mitológicos, um Livro;
— Da Esterilidade, um Livro;
— Das Plantas, dois Livros;
— Fisiognomonia, um Livro;
— Medicina, dois Livros;
— Das Unidades, um Livro;
— Sinais de Tempestade, um Livro;
— Astronomia, um Livro;
— Ótica, um Livro;
— Do Movimento, um Livro;
— Da Música, um Livro;
— Memória, um Livro;
— Problemas Homéricos, seis Livros;
— Poética, um Livro;
— Física (por ordem alfabética), trinta e oito Livros;
— Problemas Adicionais, dois Livros;
— Problemas Padrões, dois Livros;
— Mecânica, um Livro;
— Problemas de Demócrito, dois Livros;
— Do Magneto, um Livro;
— Conjunções dos Astros, um Livro;
— Miscelânea, doze Livros;
— Explicações (ordenadas por assunto), catorze Livros;
— Afirmações, um Livro;
— Vencedores Olímpicos, um Livro;
— Vencedores Pítios na Música, um Livro;
— Sobre Píton, um Livro;
— Listas dos Vencedores Pítios, um Livro;
— Vitórias em Dionísia, um Livro;
— Das Tragédias, um Livro;
— Didascálias, um Livro;
— Provérbios, um Livro;
— Regras para os Repastos em Comum, um Livro;
— Leis, quatro Livros;
— Categorias, um Livro;
— Da Interpretação, um Livro;
— Constituições de 158 Estados (ordenadas por tipo: democráticas, oligárquicas, tirânicas, aristocráticas);
— Cartas a Felipe;
— Cartas sobre os Selimbrianos;
— Cartas a Alexandre (4), a Antipater (9), a Mentor (1), a Aríston (1), a Olímpias (1), a Hefaístion (1), a Temistágoras (1), a Filoxeno (1), a Demócrito (1);
— Poemas;
— Elegias.
Vidas e Obras de Filósofos Ilustres, V, I, 22.
Em todo caso, a listagem a seguir baseia-se em documentos ainda existentes no século III (já que o acesso direto às obras não era possível) e nos dá uma boa idéia da genialidade de Aristóteles.
— Da Justiça, quatro Livros;
— Dos Poetas, três Livros;
— Da Filosofia, três Livros;
— Do Político, dois Livros;
— Da Retórica ou Grylos, um Livro;
— Nerinto, um Livro;
— Sofista, um Livro;
— Menêxeno, um Livro;
— Erótico, um Livro;
— Banquete, um Livro;
— Da Riqueza, um Livro;
— Protréptico, um Livro;
— Da Alma, um Livro;
— Da Prece, um Livro;
— Do Bom Nascimento, um Livro;
— Do Prazer, um Livro;
— Alexandre, ou Da Colonização, um Livro;
— Da Realeza, um Livro;
— Da Educação, um Livro;
— Do Bem, três Livros;
— Excertos de As Leis de Platão, três Livros;
— Excertos da República de Platão, dois Livros;
— Economia, um Livro;
— Da Amizade, um Livro;
— Do ser afetado ou ter sido afetado, um Livro;
— Das Ciências, dois Livros;
— Da Erística, dois Livros;
— Soluções Erísticas, quatro Livros;
— Cisões Sofísticas, quatro Livros;
— Dos Contrários, um Livro;
— Dos Gêneros e Espécies, um Livro;
— Das Propriedades, um Livro;
— Notas sobre os Argumentos, três Livros;
— Proposições sobre a Excelência, três Livros;
— Objeções, um Livro;
— Das coisas faladas de várias formas ou por acréscimo, um Livro;
— Dos Sentimentos ou Do Ódio, um Livro;
— Ética, cinco Livros;
— Dos Elementos, três Livros;
— Do Conhecimento, um Livro;
— Dos Princípios, um Livro;
— Divisões, dezesseis Livros;
— Divisão, um Livro;
— Da Questão e Resposta, dois Livros;
— Do Movimento, dois Livros;
— Proposições, um Livro;
— Proposições Erísticas, quatro Livros;
— Deduções, um Livro;
— Analíticos Anteriores, nove Livros;
— Analíticos Posteriores, dois Livros;
— Problemas, um Livro;
— Metódica, oito Livros;
— Do mais excelente, um Livro;
— Da Idéia, um Livro;
— Definições Anteriores aos Tópicos, um Livro;
— Tópicos, sete Livros;
— Deduções, dois Livros;
— Deduções e Definições, um Livro;
— Do Desejável e Dos Acidentes, um Livro;
— Pré-tópicos, um Livro;
— Tópicos voltados para Definições, dois Livros;
— Sensações, um Livro;
— Divisão, um Livro;
— Matemáticas, um Livro;
— Definições, treze Livros;
— Argumentos, dois Livros;
— Do Prazer, um Livro;
— Do Voluntário, um Livro;
— Do Nobre, um Livro;
— Teses Argumentativas, vinte e cinco Livros;
— Teses sobre o Amor, quatro Livros;
— Teses sobre a Amizade, dois Livros;
— Teses sobre a Alma, um Livro;
— Política, dois Livros;
— Palestras sobre Política (como as de Teofrasto), oito Livros;
— Dos Atos Justos, dois Livros;
— Coleção de Artes, dois Livros
— Arte da Retórica, dois Livros;
— Arte, um Livro;
— Arte (uma outra obra), dois Livros;
— Metódica, um Livro;
— Coleção da Arte de Teodectes, um Livro;
— Tratado sobre a Arte da Poesia, dois Livros;
— Entímemas Retóricos, um Livro;
— Da Magnitude, um Livro;
— Divisões de Entímemas, um Livro;
— Da Dicção, dois Livros;
— Dos Conselhos, um Livro;
— Coleção, dois Livros;
— Da Natureza, três Livros;
— Natureza, um Livro;
— Da Filosofia de Árquitas, três Livros;
— Da Filosofia de Espeusipo e Xenócrates, um Livro;
— Excertos do Timeu e dos Trabalhos de Árquitas, um Livro;
— Contra Melisso, um Livro;
— Contra Alcmeon, um Livro;
— Contra os Pitagóricos, um Livro;
— Contra Górgias, um Livro;
— Contra Xenófanes, um Livro;
— Contra Zenão, um Livro;
— Dos Pitagóricos, um Livro;
— Dos Animais, nove Livros;
— Dissecações, oito Livros;
— Seleção de Dissecações, um Livro;
— Dos Animais Complexos, um Livro;
— Dos Animais Mitológicos, um Livro;
— Da Esterilidade, um Livro;
— Das Plantas, dois Livros;
— Fisiognomonia, um Livro;
— Medicina, dois Livros;
— Das Unidades, um Livro;
— Sinais de Tempestade, um Livro;
— Astronomia, um Livro;
— Ótica, um Livro;
— Do Movimento, um Livro;
— Da Música, um Livro;
— Memória, um Livro;
— Problemas Homéricos, seis Livros;
— Poética, um Livro;
— Física (por ordem alfabética), trinta e oito Livros;
— Problemas Adicionais, dois Livros;
— Problemas Padrões, dois Livros;
— Mecânica, um Livro;
— Problemas de Demócrito, dois Livros;
— Do Magneto, um Livro;
— Conjunções dos Astros, um Livro;
— Miscelânea, doze Livros;
— Explicações (ordenadas por assunto), catorze Livros;
— Afirmações, um Livro;
— Vencedores Olímpicos, um Livro;
— Vencedores Pítios na Música, um Livro;
— Sobre Píton, um Livro;
— Listas dos Vencedores Pítios, um Livro;
— Vitórias em Dionísia, um Livro;
— Das Tragédias, um Livro;
— Didascálias, um Livro;
— Provérbios, um Livro;
— Regras para os Repastos em Comum, um Livro;
— Leis, quatro Livros;
— Categorias, um Livro;
— Da Interpretação, um Livro;
— Constituições de 158 Estados (ordenadas por tipo: democráticas, oligárquicas, tirânicas, aristocráticas);
— Cartas a Felipe;
— Cartas sobre os Selimbrianos;
— Cartas a Alexandre (4), a Antipater (9), a Mentor (1), a Aríston (1), a Olímpias (1), a Hefaístion (1), a Temistágoras (1), a Filoxeno (1), a Demócrito (1);
— Poemas;
— Elegias.
Vidas e Obras de Filósofos Ilustres, V, I, 22.
Saturday, June 10, 2006
Aversão à precisão
Já dizia Aristóteles:
"Alguns indivíduos exigem precisão em tudo, enquanto outros sentem-se entediados com ela, seja porque não são capazes de acompanhar os raciocínios, seja porque os julga triviais ou tacanhos, uma vez que há alguma coisa em torno da precisão que se afigura a algumas pessoas como sendo mesquinha, tanto numa argumentação quanto numa transação comercial".
Metafísica II, 3, 10.
"Alguns indivíduos exigem precisão em tudo, enquanto outros sentem-se entediados com ela, seja porque não são capazes de acompanhar os raciocínios, seja porque os julga triviais ou tacanhos, uma vez que há alguma coisa em torno da precisão que se afigura a algumas pessoas como sendo mesquinha, tanto numa argumentação quanto numa transação comercial".
Metafísica II, 3, 10.
Thursday, June 08, 2006
Futebol filosófico
Já imaginou uma partida de futebol filosófica? Nem precisa. Veja o video, clicando no título deste post. Divertido.
Subscribe to:
Posts (Atom)